quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Noel, duendes e coelhinho da páscoa.

Joinville é incrível. Todo mundo olha para você e te cumprimenta. Coisa de outro mundo mesmo!
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Parei no mercado em busca dos doces - precisava de jujubas. Pedi informação para uma garotinha, que mais tarde soube que iria fazer em breve seus 15 anos. Gentilmente ela me indica, olha moça tu viras aqui à direita e segue toda vida reto.
No Angeloni eles tocam músicas para ‘acalmar’ os clientes durante as compras. Nesse exato momento começa a tocar Pierrô Apaixonado. Eu exclamo feliz, que Noel é muito bom. E a garota me olha, com aquela típica cara de sarcasmo pré-adolescente sabe-tudo-e-mais-um-pouco, e solta, tu não é muito grande para acreditar em Papai Noel?
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Ah, Joinville já não é mais tudo aquilo. A civilização (ou a falta dela) já chegou por aqui. Comprei minhas jujubas e voltei para o recanto do meu aparelho de som.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O Retrato de Dorian Gray

Tem uma frase do Oscar Wilde que eu gosto muito. Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe. Quer realidade mais verdadeira?

Alguns trechos do Retrato de Dorian Gray...
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Somos castigados por nossas renúncias. Cada impulso que tentamos aniquilar germina em nossa mente e nos envenena. Pecando, o corpo se liberta de seu pecado, porque a ação é um meio de purificação. Nada resta então se não remorso. O único meio de livrar-se de uma tentação é ceder a ela. Se lhe resistirmos, as nossas almas ficarão doentes, desejando as coisas que se proibiram a si mesmas e, além disso, sentirão desejo por aquilo que umas leis monstruosas fizeram monstruoso e ilegal.
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Do seio das sombras irreais da noite, é a vida que retoma suas feições costumeiras. E temos que recomeçá-la no ponto em que a deixamos. Invade-nos, então, o sentimento penoso de termos de aplicar novamente nossa energia ao mesmo círculo fastidioso de hábitos estereotipados. Ou, então, é o desejo louco de certa manhã abrir as pálpebras para o mundo reconstruído durante a noite, para nossa maior alegria; um mundo em que os seres teriam outras formas e outras cores, estariam transformados, esconderiam inéditos segredos, um mundo no qual o passado não teria ou quase não teria lugar e, em todo caso, não sobreviveria senão despido de toda forma consciente de obrigação e de constragimento; porque, da própria alegria a recordação tem seu amargor e a lembrança de um prazer anda sempre acompanhada de sofrimento.
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Os que amam só uma vez na vida é que são superficiais. O que eles chamam lealdade, fidelidade, é a meu ver letargia do hábito ou falta de imaginação. A fidelidade é, para a vida emocional, o que a estabilidade é para a vida intelectual: uma simples confissão de fracassos. Fidelidade! Algum dia vou analisá-la. Acha-se nela a paixão da propriedade. Há muitas coisas que abandonaríamos se não temêssemos que outros as apanhassem.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Coisas para ler em 2008.

Todo ano faço uma projeção do que vou ler no ano que segue.
Em 2007 li todos e mais uns 14 ou 15 livros.
Esse ano quero ler bem mais. Até pelo TCC, serão algumas dezenas de livros..
Ai está, minha lista 2008:
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*História da Pintura, Wendy Beckett
*Contos, Hans Christian Andersen
*O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde
*1984, George Orwell
*Histórias extraordinárias, Edgar Alan Poe
*Noite de reis, William Shakespeare
*Madame Bovary, Gustave Flaubert
*Era uma vez o amor mas tive que matá-lo, Efraim Medina Reyes
*Crime e castigo, Fiódor Dostoiévski
*Zero, Loyola Brandão
*Os vendrilhões do tempo, Moacyr Scliar
*A sangue frio, Truman Capote
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Qual é a sua lista?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Uma provocação.

Dia 26 de dezembro a Veja reservou 14 páginas para falar de um assunto polêmico, a fé. Tema agendado para logo após o Natal seria coincidência ou provocação?
Num Brasil de maioria cristã, parece bastante delicado tratar de uma tendência – sim, tendência – que é o ateísmo.
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Numa imparcialidade, completamente parcial, uma entrevista com Sam Harris fecha a matéria, que também tratou de religião x ciência e o medo. Sim, medo do indivíduo se declarar ateu, de dizer que não tem uma religião. Ah, a inquisição.
A igreja já matou milhares – botânicos, cientistas e outros tantos estudiosos – em nome da fé. O que nos reserva os próximos anos?
Harris é autor de Carta a uma nação cristã. Um livro fininho, fácil de ler. Bombástico. Leia.
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Na Galileu desse mês, um repórter passa dois meses seguindo a Bíblia, vivendo 100% os seus ‘ensinamentos’. Ainda não li a reportagem, estou curiosa. Será que ele matou alguém que falou mal da religião? Será que parou de comer carne de porco e coelho? É, a Bíblia é uma caixinha de surpresas.
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Se Deus existe, deve ser como a descrição de John Milton, em O Advogado do Diabo. Deixe-me dar algumas informações privilegiadas sobre Deus. Deus gosta de assistir. É um pervertido. Pense nisto. Ele dá ao homem instintos. Ele lhes dá este dom extraordinário e então o que Ele faz? Eu juro; pela Sua própria diversão, pela Sua própria e íntima piada cósmica, Ele estabelece regras em oposição! É a maior sacanagem de todos os tempos! Olhe! Mas não toque. Toque, mas não prove! Prove, mas não engula. Hahahaha... E enquanto você fica pulando de um pé para o outro, o que Ele está fazendo? Ele está gargalhando! Ele é um sádico! Um senhorio ausente! Venerar a isto? Nunca!
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Verdade ou não, eu definitivamente não sei. Como diz Harris, um de nós está errado, como vamos provar quem?
O texto é minha resposta a uma provocação que recebi nos meus comentários. E eu adoro provocações. E inveja também.

A Caverna

A Caverna é uma obra do José Saramago. Um texto profundo e ao mesmo tempo leve. Brilhante.
Poderia colocar aqui o livro todo. Recomendo.

E Saramago, na página 77, diz que há quem leve a vida inteira a ler sem nunca ter conseguido ir mais além da leitura, ficam pegados à página, não percebem que as palavras são apenas pedras postas a atravessar a corrente de um rio, se estão ali é para que possamos chegar a outra margem, a outra margem é o que importa...

domingo, 6 de janeiro de 2008

Muitas cores, poucos sentidos.

Sim, sim. Copiei e colei. É um texto que escrevi em Novembro de 2007, inspirado na primeira parte de Fama e Anonimato, do genial Gay Talese. Um ótimo exercício de observação, numa cidade de ausentes.
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Parque Barigui é um lugar de coisas que passam despercebidas. No meio do lago, uma bela Biguatinga, de coloração negra e desenhos brancos, solta um leve grasnido, um pedido de atenção. Ninguém a nota. Talvez apenas o moreno baixinho, de cabelos ruivos e bermuda xadrez, que carrega um saco com latinhas velhas, retiradas dos lixos do parque. Um homem que consegue dar impressionantes três voltas, pelo percurso de sete quilômetros, em menos de uma hora e ainda sentar em um dos bancos próximos ao gigantesco lago e admirar, por segundos, todas as aves que nele repousam e que diz, aos passantes, que é apenas o cansaço.
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Parque Barigui é um lugar para excêntricos e uma central de pequenas curiosidades. Em uma hora, 78 pessoas andam com tênis Adidas, preto e branco, 42 com Nike Shox, 29 com Reebok e 4, três mulheres e um homem, com All Star. 44 homens usam bonés, 32 são brancos e os outros são azul, verde musgo e preto. Quando se trata de chapéus, o vermelho é a escolha de seis mulheres. Os homens optam por bermudas coloridas e algumas vezes bege e as mulheres usam calça de ginástica preta. Amarelo é um tom que raro se usa. Suja muito, diz um gorducho, o único de all star - verde. Caminhar sozinho quase não é uma opção e, quando ocorre, os passos são velozes, o olhar mira o horizonte e a boca permanece semi-aberta. 16 pessoas andam sozinhas e apenas três usam algum tipo de aparelho que toca música. Uma mulher conversa com seu cachorro.
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Segundo a Dior, a tendência 2008 são os óculos grandes. Os adeptos do Parque Barigui confirmam. Em uma hora, das 387 pessoas que passaram em frente ao km 3 - sentido horário, 197 usam óculos grandes, entre eles 1 verde, 1 amarelo e 2 vermelhos, sendo que só 8 homens entram para esse grupo. As legítimas havaianas são utilizadas por cinco pessoas, todas com cores diferentes. Três executivos usam terno, gravata e sapato social. Mas apenas um trata de negócios durante a caminhada. A tecnologia promete avançar, informam os cientistas. 42 pessoas falam ao celular e 59 usam mp3.
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Os grupinhos de amigos são basicamente dois: de casais ou vários solteiros com apenas um casal. A conversa disfarça a fome e por isso só três pessoas comem pipoca, salgada e com bacon, comprada no lado oposto do parque. Água faz bem a saúde e é indicada, pelo menos, a ingestão de 2,5 litros por pessoa, por dia. Duas pessoas levam garrafas de água durante a caminhada, oito bebem cerveja e um grupinho, de casais, bebe chimarrão. Duas pessoas não levam nada, apenas o gesso do braço e outras duas são transportadas por carrinhos infantis.
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Amarelo suja fácil quando se trata de bermudas, mas para bicicletas é a cor favorita. 17 amarelas, 6 rosas e 5 azuis. Faz quatro anos que o Detran não lança uma campanha de orientação para ciclistas, o que justifica o fato de apenas um rapaz usar capacete. Assim como caminhar e andar de bicicleta, não fumar faz bem. Um único cigarro é aceso, em uma hora, e tragado até a metade, sendo excluído próximo à lixeira do km 3.
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Se é dos carecas que elas gostam mais, os oito que passaram pelas 233 mulheres têm muita sorte. Sorte e azar, aliás, são termos bastante relativos. Os carecas andavam com amigos, enquanto o único cabeludo, de dread e adidas, estava com uma morena e seu scarpin salto agulha marrom. Como diz o senso 2006, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres são grande maioria em Curitiba. O parque prova pelas 178 morenas, 41 loiras, 6 ruivas e oito senhoras de cabelos brancos, contra 147 morenos, 2 loiros, 4 grisalhos e o ruivo das latinhas.
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No Parque Barigui, os chineses pulam com suas bermudas estilo holandês enquanto algumas mulheres andam de minissaia e um grupinho de vários solteiros acompanha o único casal que toca violão e canta. Cenas estranhas acontecem no Parque Barigui. Um pai que briga com o filho que sujou as rodinhas da bicicleta amarela de lama e ali, um tanto mais para frente, atola a sua, azul, numa grande poça de barro. Um rapaz de camisa branca, com os dizeres “Deus está próximo”, fala de sexo com uma amiga. Um bebê dá seus dois primeiros passos. Um moreno anda com seu pit bull e ambos carregam uma pesada corrente de prata no pescoço.
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Para algumas pessoas, o que melhor simboliza o Parque Barigui é o grande jacaré de papo amarelo, que não aparece nunca, mas atrai cada vez mais curiosos. Quando ele sai da água, o faz bem de mansinho – sem que ninguém o veja. Da mesma forma como ninguém percebe os carecas, os óculos, as loiras, o casal que bebe chimarrão. E ninguém percebe que é observado, talvez apenas a Biguatinga.

sábado, 5 de janeiro de 2008

A verdade está na cara!


Recebi esse texto do Arnaldo Jabor por e-mail.
Uma amiga mandou depois de ler o post que fala de 2008, disse que "combina". Hehehe.. Leia, pense e reflita, vale a pena!
Ah, as tiras roubei do Bntt. Licença poética, como diria ele.


Brasileiro é um povo solidário. Mentira.
Brasileiro é babaca. Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida.
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza.
Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade...
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.
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Brasileiro é um povo alegre. Mentira.
Brasileiro é bobalhão. Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.
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Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência. O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe - lá no fundo - que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
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Brasileiro é um povo honesto. Mentira.
Já foi. Hoje é uma qualidade em baixa. Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.


90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.
Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa, e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3, mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.
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O Brasil é um pais democrático. Mentira.
Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos tem direitos, mas ninguém tem obrigações, não existem democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim, o pagamento dos privilégios do poder.
E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense nisso!
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O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto...
Malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero.
Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo né? Grande coisa...
O Brasil é o país do futuro.
Caramba, meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avós se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro!? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.
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Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...
O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão: O brasileiro merece!
Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar.
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Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse texto, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!
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Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

E ai está: 2008!

Bah, 2007 foi um lixo, concorde comigo.
Não, não foi só a minha vida pessoal. Olhe em volta.

Quem me conhece sabe que detesto tevê. Não assisto mesmo.
Ligo quando vou ver um filme ou show ou até mesmo um seriado - em inglês, por que dublado é o fim! Mas faço questão de ver a retrospectiva da Globo.

Tem bem uns dez anos que assisto e o último foi o pior, sem dúvida.
O genocídio religioso do resto do mundo já não me espanta.
Agora o Brasil, um país maravilhoso, virou o caos.

Entre o céu e a terra não houve nada que se salvasse em 2007.
Bala perdida, estupro, seqüestro, hospital sem médico. Isso falando só do povo que morre cada dia. Avião caindo, criança sendo arrastada pela rua, ônibus sendo baleado. Foi só isso. Só.
O Brasil tem uma grande mancha vermelha estampada na bandeira.
E se lavar não sai.
Até na viradinha do ano, ali, nos últimos segundos, no meio da comemoração, teve gente sofrendo.

Que merda! É isso enfim. Uma grande lata de lixo, onde se lê Ordem e Progresso, sendo contaminada pelo vandalismo. Um bando de selvagens, gente hipócrita que mal enxerga o próprio nariz e não pensa no próximo.

O ano virou e olhei para a Gaby, inocente, dormindo. O que vai sobrar quando ela crescer?
A guerra do Islã está bem ai, veja pela janela! Pobre dela. Pobre de nós, otários.

Bem, espero que seu 2008 seja maravilhoso.
Que você leia mais, estude mais e pense mais.
Até onde vale a pena fechar os olhos, desligar a tevê e imaginar que tudo não passa de um sonho. Ou um terrível pesadelo?

Vire crente. Na vida, no ser humano. Seja melhor. Por mim, por você e principalmente pela Gaby.
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As fotos, que retratam muito bem nosso cotidiano, são do Marcio Valle e o quadro pop art é do Tom Wilson.